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Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 2850,00
Garrote 18m 3110,00
Boi Magro 30m 3890,00
Bezerra 12m 2520,00
Novilha 18m 2870,00
Vaca Boiadeira 3140,00

Atualizado em: 14/5/2021 10:10

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Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Produtores de suínos reclamam da margem do varejo

 
 
 
Publicado em 06/04/2021

Suinocultores de Mato Grosso reclamam que a alta do quilo da carne no varejo estadual não tem remunerado a produção, pelo contrário, a realidade financeira dos criadores vai à contramão de preços irreais nas gôndolas. Enquanto na ponta o quilo é vendido a quase o dobro do que foi comprado, nas granjas o prejuízo chega até R$ 40 por animal. Como destaca a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), o valor ao consumidor final “é caso de polícia”.

Atualmente, o quilo dos cortes suínos supera facilmente a casa dos R$ 20. “A situação é de preocupação no setor, já que nas granjas os criadores amargam, há semanas, prejuízos de R$ 30 a R$ 40 por animal vendido. Isso ocorre principalmente pela alta sobre o custo de produção, agravado em especial pelo milho e farelo de soja, base da alimentação dos animais”, frisa a entidade.

De acordo com relatório do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em Mato Grosso, o preço pago pelo quilo do suíno vivo está em média a R$ 4,80, uma queda de 8,40% em relação ao valor pago na semana anterior. Já o custo de produção, segundo a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) está em torno de R$ 5,10 para cada quilo produzido, o que acarreta um prejuízo de pelo menos 0,30 centavos/kg. No fim, isso faz com que o produtor tenha um prejuízo de até R$ 40 por animal comercializado.

"O que causa espanto e preocupação a nós produtores e trabalhadores rurais é que o preço pago pela produção de carne não cobre nem os custos que temos. E quando você vai ao supermercado ou açougue comprar essa mesma carne vendida a R$ 4,80, você paga no mínimo R$ 20, o quilo, em qualquer corte da carne suína", pontua Itamar Canossa, suinocultor e presidente da Acrismat.

Ainda de acordo com o Imea, o quilo da carcaça suína está sendo comercializado em média por R$ 9,29, também com queda de 5,49% em relação ao valor pago na semana anterior. "Isso revela que os frigoríficos também estão com a margem de lucro bastante reduzida. O que nos leva a entender que a questão dos preços abusivos está lá na ponta, nos supermercados e nas casas de carnes. Estes estabelecimentos pagam em média R$ 9,30 no quilo da carcaça, prepara o corte e vende a um preço muito acima da realidade. É algo que nos incomoda, e prejudica não só os produtores, mas também o pai de família que precisa comprar proteína para sua família", destaca Canossa.

Segundo a Acrismat, um preço na casa dos R$ 6 por quilo pago no suíno vivo seria o suficiente para que os produtores cobrissem seus custos de produção e ainda trabalhassem com uma margem de lucro razoável. "Como presidente da Acrismat e consumidor, penso que o preço cobrado nos supermercados já é caso de polícia ou de pelo menos alerta ao Procon. Claramente é um abuso, são situações onde a margem de lucro está muito acima do normal. Se o consumidor não começar a reclamar, essa situação tende a piorar", afirma Canossa.

É o que confirma o diretor presidente do Frigorífico Excelência, em Nova Mutum (distante 241 km de Cuiabá), Lauro Tabachuk Júnior. "Os reflexos dos custos das granjas chegam aos frigoríficos e esses não conseguem repassar os valores devido ao excesso de oferta de carne no mercado. Isso acontece também por causa do poder aquisitivo da população, que vem diminuindo há vários meses", afirma ele ao acrescentar que para fechar a equação do baixo poder aquisitivo e da alta nos preços das carnes, a população procura outras fontes de proteína para se alimentar.

Para Tabachuck, o fechamento do comércio, inclusive dos chamados de pequenos transformadores, que são os vendedores de lanches em carrinhos e similares, afeta o valor da proteína. "Acredito que o comércio em geral é essencial ou uma espécie de suporte ao essencial, e ajuda no escoamento da nossa produção. Se continuarmos com este cenário de muita carne disponível no mercado, as indústrias serão obrigadas a reduzir a produção, pois não adianta produzir e não ter pra quem vender", aponta. Com informações do Diário de Cuiabá.

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